Italian B1-B2: L’italiano e la gioia di vivere (Italian and the joy of life)

Some time ago I wrote this text in Italian about how learning Italian made me happier. This text was corrected by my dear Italian friend Valentinha. There were several mistakes, because my level of Italian is not very high, it is somewhere between a B1 and B2 level. Below the text in Italian, there are translations into Portuguese and English.

L’italiano è una lingua che mi ha dato molta gioia! Il 2017 non è stato un anno facile per varie ragioni. La decisione di imparare l’italiano mi ha spinto a viaggiare in Italia due volte, conoscere buoni amici italiani e mi ha anche dato la motivazione per iniziare ad organizzare “language cafés” (scambi linguistici) a Lisbona!

In Aprile avevo già imparato un po’ d’italiano, però non era sufficiente per comunicare le cose semplici di cui uno ha bisogno quando viaggia: chiedere dove si può trovare un posto per mangiare o chiedere indicazioni. Stavo lavorando tanto e volevo viaggiare per Pasqua. Nessuno poteva venire con me, e così ho deciso di andare da sola a Roma. Dieci giorni prima di viaggiare, ho cominciato ad ascoltare video di “One World Italiano” per migliorare il mio italiano. A mano a mano che il giorno della partenza si stava avvicinando, ho iniziato a fare la valigia e ancora non sapevo cosa aspettarmi da questa decisione di iniziare a studiare  una lingua e dopo solo dieci giorni andare a visitare quel paese. Chiaro che potevo sempre parlare in inglese, inoltre l’italiano è abbastanza simile al portoghese, e tra gesti e qualche parola gli italiani e i portoghesi riescano a capirsi  abbastanza bene. Tuttavia il mio obiettivo non era solo quello di visitare Roma, ma anche di migliorarmi in una lingua in soli cinque giorni, mi sembrava difficile  migliorare tanto in pochi giorni.

Pantheon (Rome)

Anche se sono migliorata poco in quei giorni a Roma, la cosa più importante che è successa, è stata la nascita di una passione e di un obiettivo che avrebbe avuto più importanza nella mia vita di quanto potessi immaginare. Ogni giorno avevo un nuovo obiettivo, avevo una “scusa” per fare più facilmente amicizia con altre persone a Lisbona (perché cercavo qualcuno con cui parlare e che volesse in cambio imparare il portoghese).

Inoltre, per imparare l’italiano ho ascoltato Alberto (di “Italiano Automatico”) che è veramente un’inspirazione per il suo ottimismo. Ascoltarlo ogni giorno e sentire la sua gioia di vivere, la sua organizzazione e la sua  tenacia nel non abbandonare i suoi sogni mi ha fatto sentire meglio con me stessa. Mi ha anche fatto pensare ai miei obiettivi. L’ho ascoltato per così tante ore su YouTube, che mi sembra che, senza conoscerlo personalmente, sia diventato un buon amico. Lui e, naturalmente, la sua famosa nonna!

Agosto, il Colosseo di Roma
Io e il Colosseo di Roma (Agosto 2017)

Poco mesi dopo, ho deciso di ritornare in Italia in estate, però questa volta volevo viaggiare per il paese e passare tre settimane lì. Non avevo mai viaggiato da sola per così tanto tempo! Questo mi ha fatto crescere e ho avuto l’opportunità di riflettere sulla vita e sulla relazione con me stessa. In queste tre settimane ho veramente migliorato il mio italiano, anche se non ho trovato tanti italiani lì come mi aspettavo (erano tutti in spiaggia altrove). Ho anche acquistato uno dei migliori libri che abbia letto fino ad oggi: Il nome della Rosa, di Umberto Eco.

Picture of books I bought in Italy, including Il Nome della Rosa
I libri che ho acquistato in Italia

Qualche mese dopo essere ritornata, ho organizzato per la prima volta un “language café” a Lisbona. Questo era una cosa che volevo già fare da molto tempo. Da quella volta, ho già organizzato altri eventi. Mi sembra che gli italiani siano sempre più attivi nel gruppo e a me dà sempre molta gioia  vederli tutti.

La conclusione più importante è questa: se uno vuole fare o raggiungere qualcosa, non deve aspettare e neanche avere paura. L’italiano mi ha fornito l’empowerment per fissare obiettivi pazzi come quello di imparare una lingua in poco tempo (adesso però sto impazzendo con il mandarino, è una sfida più complicata); viaggiare da sola per tre settimane (e divertirmi con i miei pensieri o con persone che avevo appena conosciuto); e organizzare scambi linguistici, superando sempre la paura di fallire.

(Grazie Valentina per le correzioni!)

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TRADUÇÃO PARA PORTUGUÊS:

O italiano é uma língua que me deu muita alegria! 2017 não foi um ano fácil por várias razões. A decisão de aprender italiano levou-me a viajar duas vezes a Itália, a fazer bons amigos italianos e também me deu a motivação para começar a organizar “language cafés” (“trocas de línguas”) em Lisboa!

Em abril eu já tinha aprendido um pouco de italiano, mas não era suficiente para comunicar as coisas simples de que alguém precisa quando viaja, por exemplo, perguntar onde é que se pode comer ou pedir informações. Eu estava a trabalhar muito na altura e queria viajar na altura da Páscoa. Como ninguém podia vir comigo, decidi ir a Roma sozinha. Dez dias antes de viajar, comecei a ouvir vídeos do “One World Italiano” para melhorar o meu italiano. À medida que o dia da partida se aproximava, comecei a fazer as malas e ainda não sabia o que esperar desta decisão de começar a estudar uma língua e, depois de apenas dez dias, ir visitar esse país. Claro que eu podia sempre falar inglês, para além disso o italiano é muito parecido com o português e, entre gestos e algumas palavras, os italianos e portugueses conseguem entender-se mutuamente bastante bem. No entanto, o meu objetivo não era apenas o de visitar Roma, mas também o de melhorar uma língua em apenas cinco dias – parecia difícil melhorar em tão pouco tempo.

Embora tenha melhorado um pouco durante aqueles dias em Roma, o que de mais importante aconteceu foi o nascimento de uma paixão e de um objetivo que viriam a ter mais importância na minha vida do que eu poderia imaginar. Todos os dias eu tinha um novo objetivo, eu tinha uma “desculpa” para fazer amigos mais facilmente com outras pessoas em Lisboa (porque eu estava a procurar alguém que quisesse conversar em italiano e aprender português em troca).

Para além disso, para aprender italiano, eu ouvia o Alberto (do canal “Italiano Automático”), que é realmente uma inspiração devido ao seu otimismo. Ao ouvi-lo todos os dias, eu sentia-me contagiada pela sua alegria de viver, pela sua organização e tenacidade em não abandonar os seus sonhos, o que fez com que eu me sentisse melhor comigo mesma. Isto também me fez refletir sobre os meus objetivos. Eu ouvi-o por tantas horas no YouTube, que quase que me parecia que ele se tinha tornado um bom amigo, mesmo sem o conhecer pessoalmente. Ele e, claro, a sua famosa avó!

Alguns meses depois, decidi voltar a Itália no verão, mas desta vez quis viajar pelo país e passar três semanas lá. Eu nunca tinha viajado tanto tempo sozinha! Isto fez-me crescer e tive a oportunidade de refletir sobre a vida e sobre o relacionamento comigo mesma. Nestas três semanas, eu de facto melhorei o meu italiano, embora eu não tenha encontrado tantos italianos como esperava (estavam todos na praia, noutras partes de Itália). Comprei também um dos melhores livros que li até hoje: O Nome da Rosa, de Umberto Eco.

Alguns meses depois de voltar, organizei pela primeira vez um “language café” em Lisboa. Isto era algo que eu já queria fazer há muito tempo. Desde aquela altura que tenho vindo sempre a organizar outros eventos. Parece-me que os italianos estão cada vez mais ativos no grupo e fico sempre muito feliz por vê-los a todos.

A conclusão mais importante é esta: se alguém quer fazer ou alcançar algo, não deve esperar nem ter medo. O italiano ajudou-me a definir objetivos amalucados como o de aprender uma língua num curto espaço de tempo (mas agora estou a enlouquecer com o mandarim, é um desafio mais complicado); deu-me coragem para viajar sozinha por três semanas (divertindo-me com os meus pensamentos ou com pessoas acabadas de conhecer); e motivou-me a perder o receio de organizar “intercâmbios de línguas”, superando sempre o medo do fracasso.

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TRANSLATION INTO ENGLISH:

Italian is a language that has given me a lot of joy! 2017 was not an easy year for several reasons. The decision to learn Italian led me to travel to Italy twice, to make new Italian friends and it also gave me the motivation to start organizing “language cafés” in Lisbon!


In April I had already learned a little Italian, but it was not enough to communicate the simple things you need to say when traveling: asking for a place to eat or asking for directions. I was working a lot at the time and I wanted to travel for Easter. No one could come with me, so I decided to go on my own to Rome. Ten days before traveling, I started listening to videos from “One World Italiano” to improve my Italian. When the day of departure was approaching, I started to pack and I still didn’t know what to expect from this decision to start studying a language and after only ten days traveling to that country. Of course I could always speak English, and Italian is also quite similar to Portuguese, so between gestures and a few words the Italians and the Portuguese manage to understand each other quite well. However my goal was not only to visit Rome, but also to improve my knowledge of a language in just five days – it seemed difficult to improve much in a few days!

Although my Italian only improved a little in those days in Rome, the most important thing that happened was the beginning of a passion and a goal that would have more importance in my life than I could imagine. Every day I had a new goal, I had an “excuse” to make friends more easily in Lisbon (because I was looking for someone to talk to in Italian and who wanted to learn Portuguese in return).

Moreover, to learn Italian I listened to Alberto (from “Italiano Automatico”), who is quite an inspiration for his optimism. Listening to him every day and feeling his joy of life, his organization and his tenacity in not abandoning his dreams, made me feel better about myself. It also made me think about my goals. I listened to him for so many hours on YouTube, that it seems to me as though he has become a good friend despite not knowing him in person. He and, of course, his famous grandmother!

A few months later, I decided to return to Italy in the summer, but this time I wanted to travel around the country and spend three weeks there. I had never traveled for so long by myself! This made me grow and I had the opportunity to reflect on life and on the relationship with myself. In these three weeks I really improved my Italian, even though I didn’t find many Italians there as I expected (they were all on the beach somewhere else). I also bought one of the best books I’ve read to date: The Name of the Rose, by Umberto Eco.

A few months after returning, I organized a language café in Lisbon for the first time. This was something I had been wanting to do for a long time. Since then, I have organized many other events. It seems to me that Italians are increasingly active in the group and I am always very happy to see them all.

The most important conclusion is this: if you wants to do or to reach something, you should not wait too much or be afraid. Italian gave me the empowerment to set crazy goals like learning a language in a short time (but now I’m going crazy with Mandarin, it’s a more complicated challenge); traveling alone for three weeks (and having fun with my thoughts or with people I had just met); and organizing language exchange meetups, always overcoming the fear of failure.

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